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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Glossário Aquariofilia - Letra A


Acidez - quantidade de ácido presente numa solução. Expressa-se habitualmente em termos de pH.

Acidose - pH baixo no sangue de um animal, nomeadamente de um peixe. Pode ser causado pela descida súbita do pH da água do aquário. Pode ser fatal.

Adulto - um peixe capaz de se reproduzir com sucesso.

Aeróbico - vida que requer oxigénio livre.

aff. - significa "affinis.". Um animal que parece relacionado com outro mas que é diferente.

Albino - um animal sem pigmentação, fazendo-o parecer branco. Um verdadeiro albino têm os olhos vermelhos.

Alcalose - pH alto no sangue de um animal, nomeadamente de um peixe. Ocorre normalmente ao mover o animal de uma água com um pH baixo para outra com pH alto, sem periodo de aclimatação.

Alelo - forma alternativa de um gene. Por exemplo, para o gene que controla a coloração ocorrem duas formas: pigmentado e albino. Ver também gene.

Amelanismo - a falta do pigmento preto num animal. Os pigmentos vermelhos e amarelos estão presentes, não sendo verdadeiros albinos.

Amónia - Iões NH3 / NH4. É o primeiro estágio da degradação da matéria orgânica na água. Pode ser convertido para nitritos por bactérias "boas".

Anádromos - peixes que passam a sua vida no oceano e que se deslocam para água doce na altura de desovar.

Anaeróbico - vida que não requer oxigénio livre.

Análogo - uma estrutura que se assemelha a outra em função, mas não na forma.

Arejamento - o processo de passar ar através da água para troca de gases. Num aquário isto pode ser feito através de uma bomba de ar e de um difusor.

Axantismo - um animal sem o pigmento amarelo. O animal será totalmente preto.

sábado, 7 de abril de 2012

Nymphaea Rubra


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Brachydanio Rerio (Danio Zebra)


Descoberta: Hamilton, 1822
Origem: Nepal, Myamar, Paquistão, Índia, Bangladesh


ESPÉCIE


Classificação Científica:
Reino: Animália;
Filo: Chordata;
Classe: Actinopterygii;
Ordem: Cypriniformes;
Família: Cyprinidae;
Género: Danio;
Espécie: Danio rerio.

Tamanho:
6 cm em adulto.

Morfologia:
Apresentam cinco riscas laterais, pigmentadas.

Dimorfismo Sexual:
São fáceis de distinguir sexualmente após atingirem a maturidade sexual. As fêmeas são maiores e mais gordas que os machos, que são pequenos e esguios.


HABITAT


Distribuição:
Provêm do Bangladesh, Nepal, Myamar, Paquistão e Índia. Ocorre em correntes, canais, valas e lagoas. Um biótipo habitual são os arrozais.
                              
Biótopo:
Ocorre em correntes, canais, valas e lagoas. Um biótipo habitual são os arrozais.

Água:
pH - 6.0 a 8.0;
gH - sem dados;
kH - sem dados;
Temperatura - 18ºC a 24ºC.


COMPORTAMENTO


Alimentação:
São omnívoros. Aceitam quase toda a comida desde que de um tamanho aceitável. Uma alimentação de flocos de boa qualidade complementada esporadicamente de alimentos congelados ou legumes é aceitável. Não são exigentes a este nível.     

Comportamento e Compatibilidade:
São pacíficos, adequados para aquários onde não sejam considerados como comida. São peixes de cardume, devendo ser mantidos em grupos de pelo menos seis indivíduos.

Longevidade:
Apresentam uma longevidade de 3,5 anos em cativeiro.

Reprodução:
A maturação sexual ocorre cerca dos dois centímetros e meio.
São de fácil reprodução, depositando ovos dos quais não cuidam e que abandonam logo após a ovoposição. Isto ocorre tanto em pares como em grupo, existindo maior probabilidade quando em grupo de os ovos ou os alevins serem comidos.
Uma técnica para a reprodução é separar as fêmeas dos machos durante cerca de três semanas e alimentá-los copiosamente, de preferência com alimento variado, de boa qualidade, e com inclusão de alimentos vivos. Passado este tempo, retiram-se para um aquário de procriação a fêmea mais gorda e o mais mais activo e lustroso. Parece haver benefício em colocar a fêmea no aquário cerca de 24 horas antes do macho. O aquário deverá ter o fundo coberto com duas camadas de berlindes, para que os ovos se escondam dos progenitores. A luz do Sol e uma temperatura mais reduzida podem induzir a postura, que decorre normalmente em cerca de 24 horas. Após a postura, os progenitores deverão ser removidos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Como Acondicionar Novos Animais Aquáticos

O transporte de animais aquáticos é sempre um grande factor de stress para os animais, tendo estes dificuldade em lidar com este período. Estão num ambiente muito restrito, muitas vezes escuro e onde passam pelo menos algumas horas. Por isto, temos que ter alguns cuidados.


  • Se vierem em ambiente escuro (por exemplo, numa caixa), evite expo-los a luzes intensas, preferindo sempre manter as luzes dos aquário apagadas durante 4 a 5 horas, de modo a poderem adaptar a sua visão;
  • Use uma tesoura e abra os sacos, colocando-os num recipiente (não no aquário) com um volume de cerca de 5l e com a abertura junto aos topo do recipiente (preso por exemplo com uma mola da roupa);
  • Coloque cerca de 2l de água do aquário a que se destinam os animais entre os sacos, evitando que esta entre nos sacos;
  • De 5 em 5 minutos adicione um copo de água até repetir o processo 5 vezes. Isto têm como objectivo o aumento lento da temperatura da água nos sacos;
  • Agora que a diferença de temperatura entre a água do aquário e a dos sacos será de apenas 3 a 4 graus centígrados, coloque os sacos a boiar no aquário, presos igualmente com a mola;
  • Com um pequeno copo adicione aos sacos água do aquário em pequenas porções, nunca num volume superior à quantidade de água com que os recebeu, devendo repetir este processo de 5 em 5 minutos, pelo menos 5 vezes;


De notar que os animais deverão manter-se calmos durante todo este processo. Se nadarem rápido e parecerem agitados no passo em que adiciona a água do aquários aos sacos, deverá avaliar os parâmetros do seu aquários, nomeadamente os níveis de nitritos (NO2), nitratos (NO3) e amónia (NH4 / NH3). Se estes se encontrarem de acordo com o considerado normal para a espécie em causa, deverá efectuar um intervalo maior entre as adições de água do aquário aos sacos de transporte.

Após cumprir estes passos, pode apanhar os animais com uma rede e colocá-los no aquário.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vittina Semiconica / Neritina Semiconica


Descoberta: Lamarck, 1822
Origem: Indonésia


ESPÉCIE


Classificação Científica:
Reino: Animália;
Filo: Molusca;
Classe: Gastropoda;
Ordem: Archaeogastropoda;
Família: Neritidae;
Género: Neritina;
Espécie: Neritina semiconica.

Tamanho:
2,5 cm em adulto.

Morfologia:
A concha é arredondada, apresentando tendência para que nos indivíduos maiores ocorra um vértice na porção posterior da concha. Apresenta um opérculo.
A coloração varia entre o amarelo escuro, cor-de-laranja intenso e o castanho intenso, sempre pontilhado com manchas pretas ou castanhas muito escuras, em forma de diamante.
O corpo é normalmente preto.

Dimorfismo Sexual:
É muito difícil a distinção dos sexos. Esta pode ser feita durante a copula e mesmo assim dificilmente, visto o momento em que a efectuam ser durante o período de escuridão.


HABITAT


Distribuição:
É originária da Indonésia e seus países limítrofes.             

Biótopo:
O biótopo habitual são rios ou ribeiras, pedregosos.

Água:
Aceita água doce ou ligeiramente salobra.
pH - 6.5 a 8.5;
gH - 8 a 12;
kH - sem dados;
Temperatura - 22ºC a 27ºC.


COMPORTAMENTO


Alimentação:
Alimenta-se principalmente de algas, mas aceita também restos de comida, vegetais (courgette) e pastilhas de fundo.

Comportamento e Compatibilidade:
Apresentam um comportamento pacífico. São predominantemente noctívagos. Não comem plantas, limpando-as até. Não têm grandes incompatibilidades no aquários, devendo apenas ser evitado o convívio com outros animais que se alimentem de caracóis. Por vezes deixam a água saindo mesmo do aquário se tiverem essa oportunidade. 

Longevidade:
A sua esperança média de vida ronda os 5 anos, embora em aquário o comum ronde os 3,5 anos.

Reprodução:
São ovíparos, sendo de difícil reprodução, devido aos seus ovos necessitarem de água salobra para eclosionar e aos seus alevins também a necessitarem para se desenvolverem nos primeiros estágios.
Os ovos são depositados espaçados, de um em um e em praticamente qualquer superfície inundada. Estes são brancos, ovais e achatados.
Quando se consegue a eclosão, o desenvolvimento dos animais é muito lento, o que torna ainda mais difícil conseguir a sua reprodução com sucesso.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Parotocinclus Jumbo LDA - 25 (Pitbull Pleco)




Descoberta: Britski e Garavello, 2002
Origem: Brazil


ESPÉCIE


Classificação Científica:
Reino: Animália;
Filo: Chordata;
Subfilo: Vertebrata;
Superclasse: Osteichthyes;
Classe: Actinopterygii;
Subclasse: Neopterygii;
Infraclasse: Teleostei;
Superordem: Ostariophysi;
Ordem: Siluriformes;
Família: Loricariidae;
Subfamília: Hypoptopomatinae;
Género: Parotocinclus;
Espécie: Parotocinclus jumbo.

Tamanho:
5 cm em adulto.

Morfologia:
Apresentam diferentes colorações de cinzento, com sombras esverdeadas e douradas.

Dimorfismo Sexual:
Os machos têm barbatanas pélvicas mais longas, estendendo-se a ponta destas para lá do início das barbatanas anais e a papila urogenital está localizada logo após o ânus.
Nas fêmeas a ponta das barbatanas pélvicas não alcança as barbatanas anais e o ducto urogenital abre-se para a cloaca interior.


HABITAT


Distribuição:
É conhecido no Rio Paraíba do Norte, no Rio Canhotinho, Rio Mundaú e Rio Salgado, todos rios do Brasil.
                              
Biótopo:
Ocorrem em zonas arenosas e planas, com troncos, no meio de cursos de águas de correntes fracas. 

Água:
pH - 6.4 a 7.6;
gH - sem dados;
kH - sem dados;
Temperatura - 20ºC a 26ºC.


COMPORTAMENTO


Alimentação:
Principalmente vegetarianos. Aceitam vegetais ou pastilhas, principalmente as com spirulina, comendo por vezes proteínas animais, como bloodworms. Não comem as plantas dos aquários.

Comportamento e Compatibilidade:
São pacíficos, adequados para aquários onde não sejam considerados como comida.

Longevidade:
Sem dados.

Reprodução:
Existem pouco relatos de reprodução destes animais, no entanto, o procedimento para induzir a postura parece semelhante ao usado com as coridoras.
A corrente no aquário deve ser bastante forte, com a água a uma temperatura de 25ºC e trocas de água de cerca de 50% com água à temperatura ambiente, fazendo a temperatura da água do aquário cair abaixo dos 20ºC. Aparentemente não é necessária luz específica.
Os animais devem ser alimentados abundantemente, com pastilhas e alguns bloodworms.
Os ovos são adesivos e colocam-nos normalmente no vidro do aquário, eclodindo após três dias.
Os alevins parecem ser mais sensíveis à qualidade da água e podem ser alimentadas com a mesma comida que os adultos.

domingo, 1 de maio de 2011

Neritina Natalensis


Descoberta: Reeve, 1845
Origem: África do Sul


ESPÉCIE


Classificação Científica:
Reino: Animália;
Filo: Molusca;
Classe: Gastropoda;
Ordem: Archaeogastropoda;
Família: Neritidae;
Género: Neritina;
Espécie: Neritina natalensis.

Tamanho:
2 cm em adulto.

Morfologia:
A concha apresenta uma forma semiesférica, de cor amarela, com um padrão às riscas pretas. O corpo é preto, sendo o pé de cor cinzenta.

Dimorfismo Sexual:
Ocorrem machos e fêmeas, mas sem dimorfismo sexual. Eventualmente poderão ser distinguidos durante a copula.


HABITAT


Distribuição:
É originário da África do Sul, encontrando-se agora distribuída também pelo Quénia, Moçambique, Somália e Tanzânia.             

Biótopo:
Ocorre em manguezais e lagoas.

Água:
A água deve ser neutra ou ligeiramente alcalina. Pode ser salobra.
pH - 7.2 a 8.5;
gH - sem dados;
kH - sem dados;
Temperatura - 20ºC a 28ºC.


COMPORTAMENTO


Alimentação:
Herbívoro, limitando a sua alimentação a algas, principalmente as incrustadas.

Comportamento e Compatibilidade:
Pacífico. Não come as plantas. 

Longevidade:
Sem informação.

Reprodução:
Apresentam sexos diferenciados, mas sem dimorfismo sexual evidente. Colocam ovos independentes e dispersos, sendo estes de cerca de 1 mm, brancos e duros. A postura é preferencialmente efectuada em superfícies lisas, como o vidro do aquário. O tempo de gestação não está documentado, assim como as características da água necessárias para que a gestação vá a termo, existindo apenas um relato de reprodução com sucesso.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Hemianthus Callitrichoides "Cuba"

Género: Hemianthus
Família: Scrophulariaceae
Estrutura: Raíz
Origem: Cuba
Altura: 3-5 cm
Largura: 0,5 cm
Luz: Baixa a alta
Temperatura: 18-28 ºC
pH: 5.5 - 7.5
Dificuldade: Média
Crescimento: Lento
Info

          A Hemianthus callitrichiodes “Cuba”, conhecida também como HC, é uma das mais pequenas plantas de aquário disponíveis para a actividade, sendo mesmo uma das mais pequenas do mundo.
          O seu crescimento natural é em tapete, cobrindo como um espesso tapete o fundo do aquário.
          Normalmente não é exigente, dando-se bem mesmo em pequenos ambientes, como os nano aquários, evoluindo mesmo sem aporte de CO2.

Echinodorus Amazonicus

Género: Echinodorus
Família: Alismataceae
Estrutura: Roseta
Origem: América do Sul
Altura: 25-50 cm
Largura: 20-30 cm
Luz: Média a alta
Temperatura: 22-28 ºC
pH: 6.0 - 7.0
Dificuldade: Fácil
Crescimento: Rápido
Info

          A Echinodorus amazonicus é uma das plantas mais usadas em aquários.
          As hastes da plantas são capazes de produzir plântulas.
          Ao plantar, remover folhas amarelas e raízes que não se apresentem brancas.

Anubias Barteri Var. Nana Golden

Família: Araceae
Género: Anubias
Estrutura: Rizoma
Origem: África
Altura: 5-15 cm
Largura: > 6 cm
Luz: Baixa a alta
Temperatura: 20-30 ºC
pH: 5.5 - 9.0
Dificuldade: Fácil
Crescimento: Lento


Info

          A variedade Anubia bateri var nana “Gold” é a que apresenta o crescimento mais lento de todas as nanas. Por este crescimento lento, deve-se evitar a luz directa, por ser propensa a criar algas. As folhas são de um verde claro e brilhante, dai o nome de “Golden nana”.
          É uma planta com poucas necessidades, evoluindo mesmo em ambientes com poucas condições. Não se devêm tapar os rizomas, pois assim a planta sucumbirá. O método comum é atar a planta a uma rocha ou ramo, acabando as raizes por se prender definitivamente ao objecto.
         
Plantas / Mudas

          Espera-se que o rizoma cresça, no mínimo umas 4-5 folhas e com raízes. Nesta altura pode ser cortado e replantado. O tamanho mínimo de corte é o que geralmente é visto nas mudas de venda em lojas.

sábado, 9 de abril de 2011

Planorbis Corneus (Planorbarius Corneus)




Descoberta: Linnaeus, 1758
Origem: Europa e Ásia Central


ESPÉCIE


Classificação Científica:
Reino: Animália;
Filo: Mollusca;
Classe: Gastropoda;
Ordem: Basommatophora;
Superfamília: Planorboidea;
Família: Planorbidae;
Género: Planorbarius;
Espécie: Planorbarius corneus.

Tamanho:
2 cm em adulto.

Morfologia:
A concha é discoidal, plana. Não possuem opérculo. Deslocam-se com a concha em posição perpendicular em relação ao substrato.
Ocorrem diversas colorações: castanhos, azuis, dourados, roxos e rosas. Estas colorações são consequência tanto da coloração da concha como do corpo, podendo ocorrer variações de ambos dentro de uma variedade, mesmo dentro da população do aquário.

Dimorfismo Sexual:
Não existe, devido a serem hermafroditas.


HABITAT


Distribuição:
Nativo da Europa e Ásia Central mas com uma ampla distribuição, podendo ser encontrado em todas as zonas de clima tropical do mundo.
                              
Biótopo:
Cursos de águas lentas, com vegetação abundante.
Segundo dados encontrados, o pH ideal será entre os 6,7 e os 7,5, apesar de existirem fontes que definem o intervalo com valores mais básicos, entre os 7,0 e os 8,5. A dureza da água deverá ser média a alta, de modo a evitar descalcificações.


Água:
pH - 6.8 a 7.5;
gH - sem dados;
kH - sem dados;
Temperatura - 20ºC a 26ºC (a menos de 18ºC poderão hibernar).


COMPORTAMENTO


Alimentação:
São omnívoros e necrófagos. Comem algas, todo o tipo de alimentos comerciais e vegetais.     

Comportamento e Compatibilidade:
O seu comportamento é pacífico, podendo ser mantidos em qualquer tipo de aquário. Deve-se ter em conta que os bótias e os grandes ciclídeos podem predá-los. 

Longevidade:
A sua esperança de vida é de 2 a 3 anos, variando com a temperatura da água. A água fria aumenta a esperança de vida, enquanto água quente a diminui.

Reprodução:


Ao serem hermafroditas, são necessários dois indivíduos para que ocorra reprodução. Efectuam a postura em qualquer superfície, preferindo as lisas. As posturas têm uma forma ovalada, com aspecto gelatinoso, com os ovos colocados todos no mesmo plano, que demoram cerca de 9 dias a eclosionar.